8 de maio de 2011

Licenciatura por quê?

Sempre que eu conheço uma pessoa nova o assunto chega na pergunta "...e tu, o que tu faz?" e normalmente a minha resposta causa estranheza em quem perguntou. Respondo com a maior calma e um sorriso no rosto: "Eu estudo física na PUCRS e na UFRGS". Inicialmente a pessoa faz uma expressão de surpresa, depois percorre no seu cérebro todas as lembranças que estão relacionadas à física e solta algum dos seguintes comentários clássicos: 1) "Nossa... tu deves ser muito inteligente!" 2) "Física ou educação física?" 3) "Sério? Eu nunca gostei de física", mas o interessante é que qualquer que seja o comentário inicial todos chegam na principal pergunta que passa pela cabeça de todo mundo: "Mas tu quer ser professora??".
São raros aqueles que fazem essa pergunta com uma admiração, felizes com a possibilidade de terem à sua frente uma futura professora; na maior parte dos casos essa pergunta traz uma conotação ruim. Ser professor é muito pouco, não paga bem, é um stress, é pensar pequeno. Muitos tentam me desencorajar da escolha que eu fiz, seja explícita ou implicitamente.
Respondo essa pergunta abertamente neste blog: Quero ser professora, sim! Já dou aulas particulares e estou a cada dia mais feliz com a escolha que fiz. E sabem por quê?
Professores são, querendo ou não, exemplos para seus alunos. E sinceramente, o mundo carece de bons exemplos! Eu quero ser um exemplo para meus alunos, não de uma pessoa perfeita porque não tenho a pretensão de sê-la, mas de uma pessoa verdadeira, sempre buscando melhorar, crescer, evoluir conscientemente. O mais importante em uma aula muitas vezes não é seu conteúdo (física, química, biologia, literatura,...) e sim as entrelinhas. A forma como o professor se porta diante dos seus alunos, como direciona suas aulas, o comprometimento com sua profissão, a humildade e sinceridade consigo e com os outros. Os professores de que mais me lembro talvez não tenham sido os que tenham conseguido que eu aprendesse a sua matéria, e sim aqueles que me fizeram aprender a ser uma pessoa melhor na vida. É por essa visão que me preocupa muitíssimo saber quem são os futuros professores desse país e quais seus objetivos nessa profissão.
Me entristece ouvir professores dizendo à quem quiser ouvir que seus alunos são burros, que os jovens não querem nada com nada, que essa juventude está perdida, que querem se aposentar de uma vez, etc. Mas o que me entristece mais é ver futuros professores com uma visão pessimista do mundo. Defendo com todas as minhas forças que professor tem que ser um otimista, tem que acreditar que pode e vai mudar alguma coisa, tem que saber o poder que tem nas mãos e se esforçar para usá-lo da melhor forma do mundo. Não precisamos de mais professores mau-humorados, conformados, derrotados. Precisamos de esperança e que quem a tenha esteja disposto a passá-la para os outros! Eu tenho esperança e é isso que quero sendo uma educadora, mostrar para os meus alunos que as coisas podem mudar e que essa mudança está neles! Fazê-los pensarem em como são importantes e decisivos na evolução da sociedade, mostrar que eles têm que ser a mudança que querem ver. Utopia? Que seja utopia; prefiro ser utópica a sentar no sofá reclamando da vida sem fazer nada para mudá-la.
Sempre quis mudar o mundo e tive fases de profunda tristeza com as coisas que via acontecerem à minha volta; hoje em dia continuo querendo mudanças mas entendi que mais do que conhecer os problemas e me preocupar com eles, preciso agir. A não-ação também é uma postura, mas para mim, não é uma opção.
Essa foi a ação que eu escolhi para mim, ser professora. Ensinar física? Sim, não só porque a considero linda, mas também porque a vejo muito útil na vida das pessoas; mas o que eu quero mesmo é estar rodeada de jovens, rodeada do futuro, cercada de novas ideias e possibilidades e estar em constante interação com a mudança.

"Todo mundo está pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que se pensará em deixar melhores filhos para o nosso planeta?"
 PS: Parabéns a todas as mães, estas que são nossos primeiros e eternos exemplos de vida!

5 de maio de 2011

Só mais um dt.. prometo!

Ok, sei que disse que escrever é um hábito e sei que vocês notaram que eu ainda não o tenho.. que feio! Mas prometo pra quem estiver do outro lado da tela que deste final de semana minha nova postagem não passa! No pequeno/grande tempo que decorreu entre a criação desse blog e o final de semana que está por vir, muita coisa foi discutida em questão de educação à minha volta; portanto reportagens, citações, momentos de uma aula de Estágio I (de licenciatura) e muitas outras coisas vão parar aqui sob a minha perspectiva. Aguardem (só mais um pouquinho! Juro!).



OBS. "dt" seria um diferencial de tempo. Como assim? Divide o tempo em partes infinitesimais e cada uma dessas partes vai ser um diferencial do tempo (dt). Sacou?