14 de janeiro de 2012

First week of classes

É, galera. Agora começou, mesmo. Homeworks, quizzes, reading assignments, etc. Já tenho praticamente definidas as minhas aulas e as responsabilidades já estão aí, batendo na porta.
Tenho certeza de que todos vocês teriam o mesmo susto que eu ao chegarem na primeira aula de uma disciplina e já ter 15 páginas pra ler pra aula seguinte; ou saber que todas as aulas pode ter um quizz 'surpresa' valendo nota. De fato, é bem diferente. Além desse ar mais sério e comprometido, realmente é pouco tempo de aula e bastante tempo fazendo trabalhos/temas/pesquisas/leituras em casa. I guess I'll have to get used to it.
Por enquanto to fazendo três cadeiras: Philosophy & the Rise of Modern Science, Introduction to Ocean Waves e Condensed Matter. Parece legal? Pra vocês eu não sei, mas eu estou adorando as três, mesmo parecendo difíceis.
Já senti a falta de muitos vocês nesse pouco tempo aqui; saudades dos sushis em casa com o mano, dos finais de semana com a galera fazendo festa até as 7 da manhã, da comida de casa, do meu ursinho de pelúcia.. enfim, sei que já passei seis meses fora, mas acho que é impossível não sentir falta das coisas do dia-a-dia.
Galerinha, não tenho grandes novidades por enquanto, essa semana foi tentar organizar as aulas e comprar coisas pra casa (ACHEI FEIJÃO) e pras disciplinas, etc. E tchau pra vocês, porque tá começando meu primeiro feriadão aqui - segunda-feira não tem aula, Birthday of Martin Luther King Jr :)
Love you all!

7 de janeiro de 2012

First Impressions

     Ok, esse blog vai ter que mudar de objetivo. A partir de agora, vai servir pra eu escrever um pouco dessa experiência de viver um ano em San Diego, na Califórnia. Afinal de contas, é uma oportunidade única e eu quero ter registro do que me aconteceu, do que eu pensei, de como eu vivi nesse ano; os posts não serão só pra vocês saberem da minha vida.
Bora começar então?
    Minha vida mudou em pouco tempo. Muito pouco tempo. Até menos de um mês atrás eu achava que a sequencia seria: 3 meses nos EUA, último semestre na faculdade, trabalhar em algum colégio enquanto descobria o que queria seguir como pesquisadora, sair de casa assim que possível e etc etc.      
     Então, em uma quarta-feira já de desespero por não ter recebido resposta da bolsa de estudos e já ter cancelado a viagem pros EUA por conta dela, eis que recebo o tão esperado email de confirmação da bolsa! Se não bastasse a felicidade e, diga-se de passagem, o alívio, por ter conseguido realmente uma bolsa de estudos tão foda quanto essa, eu descobri que iria estudar não em qualquer universidade dos EUA.. vim estudar na UCSD, uma das melhores do país em pesquisa.
     Então começou a correria: visto, médicos, despedidas, conseguir ementas de disciplinas, tradução do histórico, malas, correria correria correria. Não sobrou tempo pra me dar conta de que eu ia passar UM ANO "longe" de casa, "longe" dos amigos, "longe" daquilo que tinha planejado anteriormente. 
Quando eu me dei conta de que é aqui que eu vou viver pelos próximos 12 meses? Ontem. Até agora tudo estava lindo (ainda está). Só felicidade, conhecer novas pessoas, minhas roomates (russa, turca e japonesa), a universidade, o sistema das aulas, o bairro lindo que eu moro (La Jolla), o sistema de transporte, os preços do supermercado, o clima, etc etc. Cidade dos sonhos: tudo funciona perfeitamente, as pessoas são muito prestativas e abertas, os outros brasileiros são uns queridos, minhas roomates idem, o sistema da universidade é complexo mas interessante, ruas limpas, sistemas automatizados pra quase tudo, onibus de graça pra estudante, enfim..
     Não sei porque exatamente ontem foi o dia que caiu a ficha, mas ela caiu. Alugamos um carro e fomos até downtown, conhecer de fato San Diego, pois nosso bairro é afastado da cidade. E sabe qual a primeira impressão dessa nova vida? I think I can get used to this! Sinceramente, acho que vai ser um ano incrível. Já sabia que certamente seria, pela experiência acadêmica e cultural, mas ontem eu tive a nítida impressão de que aqui vou me sentir em casa mil vezes mais rápido do que no Chile. Talvez seja a experiência, talvez a maturidade, mas talvez realmente seja o fato de que viver em San Diego é muito fácil e aconchegante.
     Então, meus amores, quero dizer pra vocês que, embora vá sentir falta de vocês durante esse ano em alguns momentos, saibam que vou estar muito bem por aqui. 
     That's it, folks. Vou voltar pra minha vida da Califórnia que me aguarda sorrindo e volto por aqui sempre que tiver algo interessante pra contar. 
See you! Love you!




4 de agosto de 2011

Um sentimento sem nome


...É aquele que se tem quando se reconhece, em alguém novo, um velho amigo. É parecido com um sentimento de reencontro, apesar de ser um primeiro encontro.  Vem com uma sensação de conforto, segurança, de cumplicidade. É um conhecer o outro antes mesmo de se relacionar com ele. Às vezes essa sensação de conhecer esse novo ser é mais intensa do que a que temos de conhecer alguém que já faz parte da nossa vida há anos. De certa forma, é um se encontrar no outro. É senti-lo em você e sentir-se nele, como se, por um instante, uma conexão se estabelecesse e os dois se conhecessem profunda e simplesmente.
Tal sentimento, experienciado raríssimamente e infelizmente por poucas pessoas, ocorre em diferentes intensidades. Inclusive não precisa necessariamente acontecer durante um primeiro encontro. É possível sentí-lo em outra escala – mais sutil –, em um momento específico de uma relação; com um único ato, palavra ou olhar, uma certeza se apodera e sabes que esse (re)conhecer transborda o simples conhecer.



Texto escrito por mim, durante um curso de filosofia. Espero, do fundo do meu coração, que cada um que vier a ler este post possa experienciar este sentimento alguma vez na vida; é indescritível.

8 de maio de 2011

Licenciatura por quê?

Sempre que eu conheço uma pessoa nova o assunto chega na pergunta "...e tu, o que tu faz?" e normalmente a minha resposta causa estranheza em quem perguntou. Respondo com a maior calma e um sorriso no rosto: "Eu estudo física na PUCRS e na UFRGS". Inicialmente a pessoa faz uma expressão de surpresa, depois percorre no seu cérebro todas as lembranças que estão relacionadas à física e solta algum dos seguintes comentários clássicos: 1) "Nossa... tu deves ser muito inteligente!" 2) "Física ou educação física?" 3) "Sério? Eu nunca gostei de física", mas o interessante é que qualquer que seja o comentário inicial todos chegam na principal pergunta que passa pela cabeça de todo mundo: "Mas tu quer ser professora??".
São raros aqueles que fazem essa pergunta com uma admiração, felizes com a possibilidade de terem à sua frente uma futura professora; na maior parte dos casos essa pergunta traz uma conotação ruim. Ser professor é muito pouco, não paga bem, é um stress, é pensar pequeno. Muitos tentam me desencorajar da escolha que eu fiz, seja explícita ou implicitamente.
Respondo essa pergunta abertamente neste blog: Quero ser professora, sim! Já dou aulas particulares e estou a cada dia mais feliz com a escolha que fiz. E sabem por quê?
Professores são, querendo ou não, exemplos para seus alunos. E sinceramente, o mundo carece de bons exemplos! Eu quero ser um exemplo para meus alunos, não de uma pessoa perfeita porque não tenho a pretensão de sê-la, mas de uma pessoa verdadeira, sempre buscando melhorar, crescer, evoluir conscientemente. O mais importante em uma aula muitas vezes não é seu conteúdo (física, química, biologia, literatura,...) e sim as entrelinhas. A forma como o professor se porta diante dos seus alunos, como direciona suas aulas, o comprometimento com sua profissão, a humildade e sinceridade consigo e com os outros. Os professores de que mais me lembro talvez não tenham sido os que tenham conseguido que eu aprendesse a sua matéria, e sim aqueles que me fizeram aprender a ser uma pessoa melhor na vida. É por essa visão que me preocupa muitíssimo saber quem são os futuros professores desse país e quais seus objetivos nessa profissão.
Me entristece ouvir professores dizendo à quem quiser ouvir que seus alunos são burros, que os jovens não querem nada com nada, que essa juventude está perdida, que querem se aposentar de uma vez, etc. Mas o que me entristece mais é ver futuros professores com uma visão pessimista do mundo. Defendo com todas as minhas forças que professor tem que ser um otimista, tem que acreditar que pode e vai mudar alguma coisa, tem que saber o poder que tem nas mãos e se esforçar para usá-lo da melhor forma do mundo. Não precisamos de mais professores mau-humorados, conformados, derrotados. Precisamos de esperança e que quem a tenha esteja disposto a passá-la para os outros! Eu tenho esperança e é isso que quero sendo uma educadora, mostrar para os meus alunos que as coisas podem mudar e que essa mudança está neles! Fazê-los pensarem em como são importantes e decisivos na evolução da sociedade, mostrar que eles têm que ser a mudança que querem ver. Utopia? Que seja utopia; prefiro ser utópica a sentar no sofá reclamando da vida sem fazer nada para mudá-la.
Sempre quis mudar o mundo e tive fases de profunda tristeza com as coisas que via acontecerem à minha volta; hoje em dia continuo querendo mudanças mas entendi que mais do que conhecer os problemas e me preocupar com eles, preciso agir. A não-ação também é uma postura, mas para mim, não é uma opção.
Essa foi a ação que eu escolhi para mim, ser professora. Ensinar física? Sim, não só porque a considero linda, mas também porque a vejo muito útil na vida das pessoas; mas o que eu quero mesmo é estar rodeada de jovens, rodeada do futuro, cercada de novas ideias e possibilidades e estar em constante interação com a mudança.

"Todo mundo está pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que se pensará em deixar melhores filhos para o nosso planeta?"
 PS: Parabéns a todas as mães, estas que são nossos primeiros e eternos exemplos de vida!

5 de maio de 2011

Só mais um dt.. prometo!

Ok, sei que disse que escrever é um hábito e sei que vocês notaram que eu ainda não o tenho.. que feio! Mas prometo pra quem estiver do outro lado da tela que deste final de semana minha nova postagem não passa! No pequeno/grande tempo que decorreu entre a criação desse blog e o final de semana que está por vir, muita coisa foi discutida em questão de educação à minha volta; portanto reportagens, citações, momentos de uma aula de Estágio I (de licenciatura) e muitas outras coisas vão parar aqui sob a minha perspectiva. Aguardem (só mais um pouquinho! Juro!).



OBS. "dt" seria um diferencial de tempo. Como assim? Divide o tempo em partes infinitesimais e cada uma dessas partes vai ser um diferencial do tempo (dt). Sacou?

25 de abril de 2011

Para começar..

Cheguei à uma conclusão: escrever é como qualquer outra atividade, para começar basta apenas.. começar. Depois é necessário manter-se firme à decisão inicial e seguir em frente, em algum ponto tudo torna-se um hábito, vira natural.
Então tá, bora começar!
Antes de sair falando pelos cotovelos, ou, nesse caso, sair derrubando os dedos pelo teclado, esse post inicial vai explicar melhor qual a proposta desse blog.
A formatura da faculdade tá cada vez mais próxima (ano que vem, se Deus quiser! - e vai querer) e a profissão de educadora já vem batendo na porta desesperadamente. Tendo isso em vista, provavelmente quem ler o que eu tenho pra escrever vai se deparar algumas vezes com as minhas ideias sobre a atualidade, os problemas e o futuro da educação. Além disso, mesmo cursando física, sempre me interessei por filosofia e por psicologia, portanto com certeza também encontrarão por aqui vários pensamentos que eu acho interessantes e relevantes para toda e qualquer pessoa.

[Pára tudo que eu quero fazer uma observação: me impressiono todo dia com a quantidade de pessoas que se assusta ao saber que eu curso física. Pessoal que estiver lendo, física É LEGAL SIM! Se vocês tiveram professores péssimos, a culpa não é da física. E sim, existem mulheres cursando física e felizmente ainda existem "loucos" querendo dar aula! Eu quero ser professora sim, não adianta vir dizer que a minha futura profissão não dá dinheiro ou que eu vou apanhar de aluno, não e não. Além disso, física tem sim tudo a ver com filosofia e se vocês ainda não se deram conta disso, algum dia eu explico melhor por aqui.]

É, sei bem que esse post falou falou e pra alguns, não disse nada, mas pra outros deu uma boa ideia do que está por vir.

Então tá! Boa sorte pra mim nessa jornada de escrever o que eu penso! E muito obrigada a todos que lerem por compartilharem pelo menos um pouquinho do seu tempo comigo.

Até o próximo post!