4 de agosto de 2011

Um sentimento sem nome


...É aquele que se tem quando se reconhece, em alguém novo, um velho amigo. É parecido com um sentimento de reencontro, apesar de ser um primeiro encontro.  Vem com uma sensação de conforto, segurança, de cumplicidade. É um conhecer o outro antes mesmo de se relacionar com ele. Às vezes essa sensação de conhecer esse novo ser é mais intensa do que a que temos de conhecer alguém que já faz parte da nossa vida há anos. De certa forma, é um se encontrar no outro. É senti-lo em você e sentir-se nele, como se, por um instante, uma conexão se estabelecesse e os dois se conhecessem profunda e simplesmente.
Tal sentimento, experienciado raríssimamente e infelizmente por poucas pessoas, ocorre em diferentes intensidades. Inclusive não precisa necessariamente acontecer durante um primeiro encontro. É possível sentí-lo em outra escala – mais sutil –, em um momento específico de uma relação; com um único ato, palavra ou olhar, uma certeza se apodera e sabes que esse (re)conhecer transborda o simples conhecer.



Texto escrito por mim, durante um curso de filosofia. Espero, do fundo do meu coração, que cada um que vier a ler este post possa experienciar este sentimento alguma vez na vida; é indescritível.

8 de maio de 2011

Licenciatura por quê?

Sempre que eu conheço uma pessoa nova o assunto chega na pergunta "...e tu, o que tu faz?" e normalmente a minha resposta causa estranheza em quem perguntou. Respondo com a maior calma e um sorriso no rosto: "Eu estudo física na PUCRS e na UFRGS". Inicialmente a pessoa faz uma expressão de surpresa, depois percorre no seu cérebro todas as lembranças que estão relacionadas à física e solta algum dos seguintes comentários clássicos: 1) "Nossa... tu deves ser muito inteligente!" 2) "Física ou educação física?" 3) "Sério? Eu nunca gostei de física", mas o interessante é que qualquer que seja o comentário inicial todos chegam na principal pergunta que passa pela cabeça de todo mundo: "Mas tu quer ser professora??".
São raros aqueles que fazem essa pergunta com uma admiração, felizes com a possibilidade de terem à sua frente uma futura professora; na maior parte dos casos essa pergunta traz uma conotação ruim. Ser professor é muito pouco, não paga bem, é um stress, é pensar pequeno. Muitos tentam me desencorajar da escolha que eu fiz, seja explícita ou implicitamente.
Respondo essa pergunta abertamente neste blog: Quero ser professora, sim! Já dou aulas particulares e estou a cada dia mais feliz com a escolha que fiz. E sabem por quê?
Professores são, querendo ou não, exemplos para seus alunos. E sinceramente, o mundo carece de bons exemplos! Eu quero ser um exemplo para meus alunos, não de uma pessoa perfeita porque não tenho a pretensão de sê-la, mas de uma pessoa verdadeira, sempre buscando melhorar, crescer, evoluir conscientemente. O mais importante em uma aula muitas vezes não é seu conteúdo (física, química, biologia, literatura,...) e sim as entrelinhas. A forma como o professor se porta diante dos seus alunos, como direciona suas aulas, o comprometimento com sua profissão, a humildade e sinceridade consigo e com os outros. Os professores de que mais me lembro talvez não tenham sido os que tenham conseguido que eu aprendesse a sua matéria, e sim aqueles que me fizeram aprender a ser uma pessoa melhor na vida. É por essa visão que me preocupa muitíssimo saber quem são os futuros professores desse país e quais seus objetivos nessa profissão.
Me entristece ouvir professores dizendo à quem quiser ouvir que seus alunos são burros, que os jovens não querem nada com nada, que essa juventude está perdida, que querem se aposentar de uma vez, etc. Mas o que me entristece mais é ver futuros professores com uma visão pessimista do mundo. Defendo com todas as minhas forças que professor tem que ser um otimista, tem que acreditar que pode e vai mudar alguma coisa, tem que saber o poder que tem nas mãos e se esforçar para usá-lo da melhor forma do mundo. Não precisamos de mais professores mau-humorados, conformados, derrotados. Precisamos de esperança e que quem a tenha esteja disposto a passá-la para os outros! Eu tenho esperança e é isso que quero sendo uma educadora, mostrar para os meus alunos que as coisas podem mudar e que essa mudança está neles! Fazê-los pensarem em como são importantes e decisivos na evolução da sociedade, mostrar que eles têm que ser a mudança que querem ver. Utopia? Que seja utopia; prefiro ser utópica a sentar no sofá reclamando da vida sem fazer nada para mudá-la.
Sempre quis mudar o mundo e tive fases de profunda tristeza com as coisas que via acontecerem à minha volta; hoje em dia continuo querendo mudanças mas entendi que mais do que conhecer os problemas e me preocupar com eles, preciso agir. A não-ação também é uma postura, mas para mim, não é uma opção.
Essa foi a ação que eu escolhi para mim, ser professora. Ensinar física? Sim, não só porque a considero linda, mas também porque a vejo muito útil na vida das pessoas; mas o que eu quero mesmo é estar rodeada de jovens, rodeada do futuro, cercada de novas ideias e possibilidades e estar em constante interação com a mudança.

"Todo mundo está pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que se pensará em deixar melhores filhos para o nosso planeta?"
 PS: Parabéns a todas as mães, estas que são nossos primeiros e eternos exemplos de vida!

5 de maio de 2011

Só mais um dt.. prometo!

Ok, sei que disse que escrever é um hábito e sei que vocês notaram que eu ainda não o tenho.. que feio! Mas prometo pra quem estiver do outro lado da tela que deste final de semana minha nova postagem não passa! No pequeno/grande tempo que decorreu entre a criação desse blog e o final de semana que está por vir, muita coisa foi discutida em questão de educação à minha volta; portanto reportagens, citações, momentos de uma aula de Estágio I (de licenciatura) e muitas outras coisas vão parar aqui sob a minha perspectiva. Aguardem (só mais um pouquinho! Juro!).



OBS. "dt" seria um diferencial de tempo. Como assim? Divide o tempo em partes infinitesimais e cada uma dessas partes vai ser um diferencial do tempo (dt). Sacou?

25 de abril de 2011

Para começar..

Cheguei à uma conclusão: escrever é como qualquer outra atividade, para começar basta apenas.. começar. Depois é necessário manter-se firme à decisão inicial e seguir em frente, em algum ponto tudo torna-se um hábito, vira natural.
Então tá, bora começar!
Antes de sair falando pelos cotovelos, ou, nesse caso, sair derrubando os dedos pelo teclado, esse post inicial vai explicar melhor qual a proposta desse blog.
A formatura da faculdade tá cada vez mais próxima (ano que vem, se Deus quiser! - e vai querer) e a profissão de educadora já vem batendo na porta desesperadamente. Tendo isso em vista, provavelmente quem ler o que eu tenho pra escrever vai se deparar algumas vezes com as minhas ideias sobre a atualidade, os problemas e o futuro da educação. Além disso, mesmo cursando física, sempre me interessei por filosofia e por psicologia, portanto com certeza também encontrarão por aqui vários pensamentos que eu acho interessantes e relevantes para toda e qualquer pessoa.

[Pára tudo que eu quero fazer uma observação: me impressiono todo dia com a quantidade de pessoas que se assusta ao saber que eu curso física. Pessoal que estiver lendo, física É LEGAL SIM! Se vocês tiveram professores péssimos, a culpa não é da física. E sim, existem mulheres cursando física e felizmente ainda existem "loucos" querendo dar aula! Eu quero ser professora sim, não adianta vir dizer que a minha futura profissão não dá dinheiro ou que eu vou apanhar de aluno, não e não. Além disso, física tem sim tudo a ver com filosofia e se vocês ainda não se deram conta disso, algum dia eu explico melhor por aqui.]

É, sei bem que esse post falou falou e pra alguns, não disse nada, mas pra outros deu uma boa ideia do que está por vir.

Então tá! Boa sorte pra mim nessa jornada de escrever o que eu penso! E muito obrigada a todos que lerem por compartilharem pelo menos um pouquinho do seu tempo comigo.

Até o próximo post!